Sejamos compreensivos: o Taiti venceu o jogo nesta quinta-feira ao levar 10x0 da Espanha no Maracanã. Claro que a frieza da tabela deixará para a posteridade a marca de mais uma derrota para a pequenina seleção da Oceania, formada por atletas amadores - amadores: aqueles que fazem por amor. Azar da tabela. O que os jogadores superados pela Fúria realmente lembrarão é que um estádio lendário fez com que eles se sentissem em casa, torceu por eles, cantou por eles, gritou por eles. A campeã do mundo enfrentou uma das piores equipes do planeta. Sob vaias, goleou. Mas goleou um adversário que não perdeu. A Espanha, com time reserva, marcou com jogadores que poderiam muito bem ser titulares: Fernando Torres (quatro vezes), David Villa (três), David Silva (duas) e Mata. O jogo foi excepcional dentro de campo. E fora. Em idos do segundo tempo, a torcida cantou, a quem interessasse ouvir: “O povo unido jamais será vencido”. Logo depois, entoou o Hino Nacional. De arrepiar.
Na segunda partida da noite, Forlán foi protagonista de um filme praticamente repetido no torneio, só que de outra nacionalidade. Na primeira rodada, o veterano Pirlo também atingiu cem partidas pela sua seleção, fez gol e saiu como melhor em campo. E o que se viu em campo na Arena Fonte Nova foi de uma semelhança que poderiam dizer ter sido roteiro plagiado. Contra o México, a Itália saiu na frente, viu os rivais empatarem e venceu a partida por 2x1. A diferença é que o uruguaio garantiu a vitória, enquanto o volante da Azzurra abriu o placar - em Salvador, quem marcou primeiro foi Lugano, e Obi Mikel empatou para a Nigéria ainda no primeiro tempo.O uruguaio entrou em cena com um gol bonito também. Não foi de falta, como Pirlo. Mas o chute foi igualmente preciso, de canhota. Com três pontos, assim como a Nigéria, o Uruguai tem de fazer a sua parte e torcer para dar a lógica na terceira e última rodada do grupo, no próximo domingo, às 16h.




